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ARTIGOS

terça-feira, 26 de novembro de 2013

RESUMO ESTADO MODERNO / TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO

AS CRISES DO FEUDALISMO
A população européia, entre os séculos XI e XIV, cresceu consideravelmente e nesse crescimento a população de nobres se inseria aumentando suas regalias e pressionando os que produziam – os camponeses. Essa opressão gerou insatisfação e revoltas por partes dos trabalhadores que fugiam, muitos deles, para as cidades. Junto a isso, o clima europeu sofreu alterações e chuvas em excesso prejudicaram as colheitas. Com a escassez de alimentos veio a carestia e com esta a fome. No século XIV, o cenário estava preparado para a Peste Negra, epidemia que aniquilou aproximadamente 1/3 da população européia que estava deveras mal-alimentada.
                Assim, rebeliões ameaçavam tanto a tradicional nobreza quanto a emergente burguesia. Ambas necessitavam de uma autoridade que impusesse a paz. Essa autoridade era o rei, que unificaria politicamente os feudos sob sua autoridade, gerando os Estados Nacionais e acabando com a descentralização herdada do período medieval.

O ESTADO MODERNO
O Estado Moderno, ou Estado Nacional caracterizava-se pelos seguintes pontos:
- centralização do poder político
- surgimento de uma burocracia
- formação de um exército nacional
- fortalecimento da justiça real
- arrecadação de impostos devidos ao rei
- unificação monetária
- eliminação da autonomia das cidades

Estas mudanças contaram com indivíduos que pensaram na melhor maneira de governar; os teóricos do absolutismo concordavam em alguns pontos e divergiam noutros. Vamos observar suas idéias de maneira geral.

TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO
Nicolau Maquiavel 1469-1527

- secretário florentino
- obra: O Príncipe
- obrigação maior do governante: segurança para o reino
- ser temido é mais seguro
- reputação é interessante para o Estado
- moral X política: separação
- religião: é interessante apenas para manter a grandeza do Estado
- política externa: exército pronto para a guerra; uso de astúcia e fraude
- política em primeiro lugar: fundação, conservação e ampliação do Estado

Thomas Hobbes 1588-1679

- obra: O Leviatã
- pacto de transferência: cada um autoriza a pessoa a governá-la se todos os outros o fizerem
- relação proteção e obediência: os súditos obedecem enquanto forem protegidos, o que legitima a subserviência ao rei que vence outro
- o rei é maior legislador de todos
- direito de violar a propriedade em caso de ameaça externa
- lei, propriedade, opiniões, doutrinas e religião: controle total do soberano

Jean Bodin 1530-1596

- obra: A república
- confronto com Maquiavel: o soberano bem do Estado não está separado do soberano bem do indivíduo
- soberania é perpétua: exercida durante toda a vida sem delegação a terceiros
- soberania é absoluta: o rei não é afetado por leis anteriores e nem dele
- três tipos de governo: monarquia, aristocracia e democracia

- limite à soberania do chefe de Estado: direito de propriedade dos súditos

Pense FORA DA CAIXA.
Tenha HISTÓRIA NA CABEÇA.

domingo, 24 de novembro de 2013

RESUMO CULTURA SÉCULO XIX & XX

CULTURA SÉCULO XIX & XX





O Século XIX deve ser lembrado pelo desenvolvimento científico. Tal desenvolvimento relacionou-se principalmente com a medicina, a biologia, as ciências físicas e naturais.

O impressionismo é considerado o último movimento de renovação artística antes da polêmica arte do século XX deslanchar. Os movimentos listados abaixo, na pintura, após o impressionismo devem ser entendidos como movimentos do século XX. Atente também para os períodos da História da música, identificando os que se relacionam com o século XIX e o XX. 

Nas ciências físicas:

1. Casal Curie descobriu o rádio
2. Hertz descobriu que as oscilações elétricas se propagam através de ondas

No início do século XX, Albert Einstein desenvolveu a teoria da relatividade

Nas ciências naturais:

CIENTISTAS
REALIZAÇÕES
Lamarck
Lei do uso e desuso
Gregor Mendell
Os primeiros conceitos de genética realizando experiências com ervilhas
Charles Darwin
Teoria da evolução, na obra A Evolução das Espécies

ARQUITETURA

Art Noveau – desenvolvida na França e caracterizava-se por ornamentações arquitetônicas com inspirações vegetais
Concreto armado – inventado por Joseph Monnier EM 1848. Usado na construção de arranha céus.

PINTURA

Impressionismo.
a) luz, elemento fundamental.
b) pintura ao ar livre
c) o olhar do observador combinaria as cores
d) representantes:
            - Edouard Manet: precursor
            - Pierre Auguste RENOIR
            - Edgar DEGAS
            - Camile PISSARRO
            - Paul CÉZANNE

Expressionismo. Alemanha (1910)
a) importância da Expressão
b) não importam os conceitos de feio e belo
c) destaque na pintura
d) representantes:
            - Van Gogh
            - Cézanne
            - Gauguin
- A Morte em Dresden, de Wilhelm Lachnit

Dadaísmo.
a) negação do passado, presente e futuro
b) total falta de perspectiva diante da I guerra
c) contra teorias, ordenações, lógicas
d) contra o capitalismo burguês
e) iniciador: Tristan Tzara (1896-1963)
f)  a palavra DADÁ foi escolhida ao acaso

Cubismo.
a. valorização das formas geométricas
b. várias formas de representar a profundidade do plano
c. NA LITERATURA: preocupação com o texto, invenção de palavras; fim das sintaxes; versos livres, sem rimas ou estrofes.
d. representante:
            - Pablo Picasso

Futurismo.
a. destruição do passado, exaltação do futuro
b. exaltação da vida moderna, da eletricidade, do automóvel, da velocidade, da guerra (única higiene do mundo)
c. demolição de museus, bibliotecas, do moralismo, do feminismo
d. representante maior: Marinetti – aderiu ao fascismo de Benito Mussolini (tal adesão levou a repulsão de suas ideias por alguns no Brasil)
e. manifestos:
            - primeiro, em 20/02/1909
            - Manifesto Técnico da Literatura Futurista: destruição da sintaxe, uso de símbolos matemáticos e musicais; desprezo pelos adjetivos, advérbios e pontuação.

Surrealismo.
a. inspiração freudiana
b. pensamento livre de qualquer controle da razão
c. esteve próximo da esquerda, menos Salvador Dalí, que apoiou Francisco Franco, na Espanha
d. Manifesto do Surrealismo (1924), com André Breton
e. ARTES PLÁSTICAS:
            - Salvador Dalí
            - Max Ernst
            - Man Ray
            - René Magritte
            - Chirico
f. CINEMA:
            - Luís Buñuel: Um cão Andaluz (1928); A idade de ouro (1931)


MÚSICA


1. Clássica – compostas entre 1751 e 1810.
Caracteriza-se por ser mais leve e menos complicada que a romântica. Dá-se mais importância para a música instrumental que a vocal. As sinfonias são exemplos disso.

Haydn, Mozart e Beethoven são os maiores compositores de sinfonias do classicismo.

Os principais compositores clássicos foram:

Carl P. E. Bach 1714 – 1788;
Gluck    1714 – 1787;
Hayden 1732 - 1809                                         
W. A. Mozart 1756 - 1791                                      
Ludwig Van Beethoven 1770 - 1827                      
Joaquim A. de Mesquita -1746/1805        
Padre José Maurício N. Garcia - 1767/1830     
Antonio Soler Ramos - 1729/1783            
Muzio Clemente- 1729/1783

2. Romântica –
Os compositores românticos caracterizaram-se por buscar mais liberdade no que diz respeito à forma. Buscavam inspiração em obras da  literatura e pintura. Terras exóticas, exaltação do passado, o amor também inspiraram os compositores românticos. Houve emprego de dissonâncias.
Floresceu a canção com o uso do piano e seus principais representantes foram: Schubert, Verdi, Rossini e na Alemanha, Wagner. No Brasil, Antonio Carlos Gomes e O Guarani.
Os principais representantes do romantismo foram:
Principais compositores Românticos

Gustav Mahler - 1860/1911;
Moritz Moszkowki - 1854/1925;
 Geuseppe Verdi - 1813/1901;
Sergei V. Rachmaninov - 1873/1943;
Louis Hector Berlioz - 1803/1869;
F.Schubert 1797 – 1828;
F. Mendelssohn 1809 – 1847;
F. Chopin 1810 – 1849;
R. Schumann 1810 – 1856;
F.Liszt 1811 - 1886
R. Wagner 1813 – 1883;
J. Brahms 1838 – 1897;
Tchaikovsky 1840 – 1893

3. Moderna (ou do século XX)
Foi marcada por novas experiências e uma reação contra os românticos.

Principais compositores do século XX:

Igor Stravinsky - 1882/1971     
Cláudio Santoro - 1919/1989   
Sergei Prokofiev- 1891/1953                       
Marlo Nobre de Almeida - 1939/                               
Francisco Mignone - 1897/1986                                 
Edino Krieger                                                         
Cézar Guerra Peixe - 1914/1993                               
Radamés Gnatalli - 1906/1988                         
Alberto Evaristo Ginatera - 1919/1983                        
Oscar Lorenzo Fernandez - 1897/1948                      
C. Debussy 1862 - 1918                                            
Schoenberg 1874 - 1951 1951
M. Ravel 1875 -1937 -                                          
B. Bartók 1881 - 1945
A. Berg 1885 - 1945                                                      
H. Villa- Lobos 1887 - 1959

LITERATURA

Caracterizou-se, no século XIX pela democratização e pela diminuição do predomínio artístico francês.

Períodos:
1.    Romântico (fim das guerras napoleônicas aos meados do século XIX)
2.    Realista (aprox. 1880)
3.    Simbolista (primeiros anos do séc. XX)

ROMANTISMO
1.    França
-          Victor Hugo – Os Miseráveis
-          Sthendal (Henry Beyle) – O Vermelho e o Negro
-          Honoré de Balzac – A Comédia Humana

2. Inglaterra
-          Lord Byron – Manfred
-          Walter Scott – Ivanhoé

3. Alemanha
-          Johann Goethe – Fausto
-          Friedrich von Schiller – Maria Stuart

REALISMO
1.    França
-          Gustave FlaubertMadame Bovary
-          Émile ZolaGerminal

2. Inglaterra
-          Charles DickensTempos Difíceis

3. Rússia
-          Leon TolstóiGuerra e Paz
-          F. DostoiévskiCrime e Castigo

No século XX, a literatura teve nomes de destaques, como:

- James Joyce, com a obra Ulisses, adaptação da Odisseia de Homero – um dia na vida de Leopold Bloom;

- Marcel Proust, com Em Busca Do Tempo Perdido, busca alcançar a substância do tempo para poder se subtrair de sua lei, a fim de tentar apreender, pela escrita, a essência de uma realidade escondida no inconsciente “recriada pelo nosso pensamento.

- Franz Kafka, com obras como O Processo; A Metamorfose e O Castelo.

- Thomas Mann, com os livros A Montanha Mágica e Doutor Fausto.  

CINE COCÃO 1: NÓS QUE AQUI ESTAMOS, POR VÓS ESPERAMOS

Documentário de Marcelo Masagão que aborda a história do século XX através de imagens e trilha sonora instigantes.

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RESUMO ROMA

Tratar da história de Roma é tratar da história de um povo que foi, em grande parte, herdeiro da produção cultural grega sem, no entanto, ser apenas uma cópia, uma vez que aspectos específicos dos romanos podem ser observados nessas produções.
                Assim como os gregos, os romanos também tiveram uma origem lendária, que pode ser acompanhada na obra Eneida, de Virgílio: Numitor, rei de Alba Longa, fora destronado por Amúlio e seus netos, Rômulo e Remo, foram jogados no Rio Tibre mas não morreram, foram salvos e amamentados por uma loba. Ao se tornarem adultos, retornaram a Alba Longa e depuseram Amúlio. Como recompensa receberam o território no qual fundaram a cidade. Um desentendimento entre os irmãos e a morte de Remo fizeram de Rômulo primeiro monarca romano.
                A fase monárquica de Roma tinha a seguinte organização social:
1. patrícios: eram os cidadãos, possuidores de terra e gado
2. clientes: parentes pobres sob proteção da família e submetidos à autoridade absoluta do chefe do gens;
3. plebeus: não pertenciam ao gens; estrangeiros, artesãos; pequenos comerciantes e mini fundiários;

                Politicamente o poder estava concentrado no rei; o senado era o órgão que podia vetar ou não as leis elaboradas pelo rei e a assembléia curiata, que ratificava as leis e era composta por todos os cidadãos em idade militar.

REPÚBLICA
                Segundo o relato tradicional a monarquia romana foi encerrada por uma revolta do povo, que liderado por um aristocrata expulsou o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo e colocou no seu lugar dois magistrados que seriam eleitos a cada ano. Esses magistrados eram os cônsules e o regime que se iniciava era a república. O motivo da revolta teria sido o abuso sofrido por Lucrecia, que foi cometido pelo filho do rei Tarquínio.
                Porém, vale salientar que essa versão da história é lendária. Historicamente, a mudança de regime está relacionada com a conjuntura complexas das cidades que estavam sob comando dos etruscos na península. O rei foi substituído por magistrados e o domínio dos etruscos desaparecendo, até ser efetivamente expurgado entre 480-470 aC.
                Observe abaixo um esquema geral das magistraturas romanas
magistraturas:
1.    cônsules: dois magistrados com poder  de rei; comandavam o exército, convocavam o Senado e presidiam os cultos públicos;
2.    pretores: ministravam a justiça; dividiam-se em urbanos e peregrinos;
3.    censores: vigiavam a conduta e eram os responsáveis pelo censo da população que fornecia os dados para a elaboração do Álbum Senatorial;
4.    questores: administravam o tesouro; orientavam financeiramente os cônsules em campanhas militares;
5.    edis: responsáveis pela conservação do patrimônio público, do abastecimento, da distribuição dos mercados;
6.    tribunos da plebe: eram os representantes dos plebeus. Esse cargo apenas foi conseguido após várias confrontações.

                Agora, observe o quadro das assembléias.
1.    centurial. Era responsável pela votação dos projetos. Era formada pelas centúrias, grupos de cem soldados cidadãos. Os patrícios estavam reunidos em 98 centúrias e os plebeus em 95. como o voto era contado por centúria os plebeus eram sempre prejudicados.
2.    Curial. Responsável pelos assuntos religiosos.
3.    Tribal. Responsável pela nomeação dos questores e edis.

                A república romana foi marcada por uma série de conflitos envolvendo os patrícios e os plebeus. Estes buscavam participação política que lhes era vedada pelos privilégios dos primeiros. Entre os anos 494 e 287 aC várias foram as rebeliões e reivindicações. Eis um quadro resumido:

1.    494 aC – os plebeus vão para o monte Aventino: cria-se o cargo de tribuno da plebe;
2.    450 aC – sucessivas revoltas levaram a convocação de dez juristas que ficariam responsáveis pela elaboração das leis escritas – Lei das Doze Tábuas;
3.    445 aC – elaboração da Lei Canuléia, que possibilitava casamento entre plebeus e patrícios;
4.    367-66 aC – elaboração da Lei Licínia Sextia, que abolia a escravidão por dívidas; 
5.    287-86 aC – criado o plebiscito.

                Após a consolidação do seu domínio na península itálica os romanos entraram em conflito com a cidade de Cartago, que fora fundada pelos fenícios em 814 aC, no norte da África. A expansão romana pelo Mediterrâneo ameaçava o domínio cartaginês.
                As Guerras Púnicas ocorreram entre 264 e 146 aC.
A) I Guerra Púnica – 264-41 aC. Pagamento de pesada indenização; entrega da Córsega e Sardenha;
B) II Guerra Púnica – 218-02 aC. Aníbal Barca saiu de Cartagena com tropas de soldados com elefantes; Aníbal retornou a Roma pois Cipião, o Africano havia cercado Roma;
C)   III Guerra Púnica – 150-46 aC. Produtos cartagineses concorrendo na Itália; pretexto: reação a Numídia; Cartago completamente destruída.

                As conquistas externas tiveram as seguintes repercussões

1.    enriquecimento dos patrícios;
2.    aumento do número de escravos;
3.    formação da classe eqüestre: plebeus enriquecidos cobrando impostos;
4.    Empobrecimento dos pequenos proprietários;
5.    aumento das importações;
6.    êxodo rural

OS CONFLITOS SOCIAIS
Após as Guerras Púnicas as diferenças sociais em Roma foram intensificadas. Um dos fatores dessa intensificação foi a concentração de terras, que gerou um número cada vez maior de pequenos proprietários rurais e trabalhadores do campo que não podiam concorrer com os escravos, Mao de obra muito mais barata e os latifúndios.
                A tentativa de resolver esse problema foi a reforma que os irmãos Graco tentaram realizar no período de 131 a 121 aC.
Tibério Graco (133 aC) propôs limite de 125 hectares de terra para latifundiários; foi assassinado numa sessão em recinto do Senado; Caio Graco (123 aC): elaborou a Lei Frumentária,  que determinava a distribuição de trigo a preços baixos para os pobres e a reforma agrária; cercado numa colina romana, Caio ordenou que um escravo dele o assassinasse.

A CRISE DA REPÚBLICA ROMANA
As tentativas frustradas de reforma dos irmãos Graco representaram uma ameaça aos interesses da classe patrícia. Uma vez que as tensões se agravaram iniciou-se um período em que o governo ficou nas mãos de ditadores. Os que mais se destacaram foram:
                - Cláudio Metelo
                - Mario – general plebeu: reestruturou o exército romano com a instituição do salário, garantiu a participação dos soldados nos espólios da guerra e derrotou Cimbros e teutões;
- Sila – filho de clientes: reprimiu violentamente as revoltas, aumentou o número de senadores e revogou o poder dos tribunos da plebe, renunciou em 78 aC.
Outros generais apareceram e disputaram o poder em vários pontos do imenso domínio romano. Três se destacaram e passaram a dividir o comando de Roma, formando o que foi chamado I Triunvirato: Crasso, Pompeu e Julio César.
Crasso foi morto em 53 aC em guerra contra os partos,                Pompeu foi morto por César no Egito assumindo o comando sozinho de Roma. Júlio César conquistou a Gália em 58 aC, distribuiu terras, 1/3 de homens livres como pecuaristas, estendeu a cidadania  a todos da península itálica. Foi assassinado em 44 aC em sessão do senado.
                Com a morte de César, mais três generais disputaram o poder e formou-se o II Triunvirato: Otaviano, Lépido e Marco Antonio.
                Otaviano, sobrinho e filho adotivo de Júlio César; derrotou Marco Antonio na batalha de Actium e a partir daí concentrou poderes até receber o título de imperador romano.
                As principais realizações de Otavio Augusto Cesar foram:
                1. criação do serviço postal
                2. distribuição de terras aos combatentes veteranos
                3. aposentadoria para os veteranos oriunda de tesouro juntado com imposto sobre as classes ricas
                4. fim do recrutamento obrigatório
                5. manutenção de forças de 300 mil soldados
                6. distribuição de trigo do Egito para a plebe urbana
                7. início de grandes obras públicas na cidade
- pax romana: províncias pacificadas
                Otávio - indicou Tibério para sucedê-lo (genro)
                Após a morte de Augusto os imperadores que assumiram faziam parte de dinastias:
                - Julio-claudiana (14-68) >> Tibério, Calígula, Cláudio, Nero (suicídio)
                - flaviana (69-96) Vespasiano-> retirou do senado os elementos aristocratizantes, reorganizou o exército; reprimiu motins na Gália e no Oriente Médio; Tito e Domiciano
                Dos Antoninos (96-192) > caracterizou-se pela atenção aos grupos populares; Trajano-> aumentou os domínios até a Mesopotâmia e Armênia; fim do processo de conquistas, Adriano, Marco Aurélio e Cômodo, que governou violentamente até 192, quando foi assassinado.
                A partir de 193: a guarda pretoriana indicava um imperador, aceito pelo senado; outros exércitos indicavam outros imperadores
Sétimo Severo (193-211): militar, aumentou o salário dos soldados; quadruplicou a guarnição de Roma; suprimiu os direitos do senado
Caracala (211-17) concedeu direito de cidadania a todos os homens livres; revoltas políticas e militares; foi assassinado.

CRISE DO IMPÉRIO
Com o fim das guerras de expansão, o império romano sofreu um severo golpe no modo de produção, uma vez que os escravos eram a principal mão-de-obra usada. Além disso, os povos dominados começaram a se revoltar,ocorreu o deslocamento de grupos humanos como os judeus, movimento conhecido como a Diaspóra. Some a isso a intervenção de militares na escolha de imperadores sendo vários deles assassinados. O crescimento do cristianismo também foi outro fator importante na crise do império. A chegada de povos estrangeiros também foi outro fator importante naquele momento.
                Logo, não houve um único motivo para a crise do império e sim uma gama de fatores que influenciaram no processo.

MOMENTOS FINAIS
Entre as tentativas de pôr fim a crise podemos destacar as ações de Diocleciano, que dividiu o império em quatro e nomeou dois herdeiros, um para o ocidente e outro para o oriente; seu governo foi despótico, aumentou os impostos e perseguiu os cristãos na tentativa de acabar com a crise religiosa; após sua morte os indicados ao trono e seus filhos disputaram o poder.
                Constantino encerrou a tetrarquia e assumiu como governante único. O Edito de Milão, de 313, concedeu liberdade de práticas religiosas aos cristãos. Percebendo que as províncias do oriente sustentavam o ocidente, mudou a capital para Constantinopla.
                Teodósio foi o último imperador do império unido. Estabeleceu o cristianismo como religião oficial, acabando com o culto das Vestais; estabeleceu também a capital do oriente em Constantinopla e do ocidente em Milão.
                Odoacro, líder dos Hérulos, dominou o império romano do ocidente em 476, quando destronou Rômulo Augústulo, de apenas dez anos de idade.

CULTURA
O maior legado romano foi o Direito, que constitui a base de muitos códigos civis modernos.
                A religião romana era politeísta antropomórfica e estava ligada ao Estado, que prescrevia normas detalhadas para o culto público. As festas eram em honra ao deus Saturno – saturnálias – eram as mais importantes.