O ENEM está se aproximando e chegou a hora de revisar os conteúdos estudados durante o ano. A REVISÃO FILOSOFIA & SOCIOLOGIA para o ENEM com o professor Salviano Feitoza vai abordar a parte teórica dessas disciplinas e resolver questões para você conferir na hora o que você já sabe e acabar com todas as suas dúvidas. QUANDO COMEÇA: 05 de setembro de 2017 QUAIS OS HORÁRIOS: Terças-feiras, das 18h às 19h20 (turma 1) Quartas-feiras, das 17h40 às 19h (turma 2) Para maiores informações, ligue para 81. 4109-1084 ou 81.98641-3837 (whatsapp) VEJA TAMBÉM:
Pensar o racismo, e especificamente o racismo antinegro, é
compreender as estruturas que promovem e sustentam a manutenção e reprodução de
uma visão de mundo discriminatória, que atribue uma posição social de
inferioridade a uma população tendo como ponto de partida a origem étnica, a
cor da pele, a fibra do cabelo e as criações culturais.
Racismo antinegro (ou qualquer outra visão de mundo
inferiorizante) não é essencial. O que isso quer dizer? Que não se nasce
racista, machista, homofóbico e nem respeitador ou respeitadora das diferenças,
porque tanto uma atitude quanto a outra são parte do processo de socialização
que é iniciado quando se nasce e é afirmado durante toda a vida das pessoas.
Assim, durante a vida somos educadas, de maneira implícita,
a inferiorizar pessoas a partir de características ligadas a expressões
afro-brasileiras. Quando alguém é acusado de racismo, deve levar em
consideração, antes de reagir negando que seja, que foi educado em um processo
de socialização que inferiorizou – e inferioriza – pessoas de um grupo étnico
inteiro e a maior parte das suas formas de estar e viver e que assim como essas
estruturas foram construídas, precisam ser desconstruídas social e
culturalmente.
Como visto em outras postagens, é fundamental, quando se está estudando História para o ENEM, que se busque identificar MUDANÇAS e PERMANÊNCIAS, SEMELHANÇAS e DIFERENÇAS entre um mesmo tema em diferentes tempos e espaços e no mesmo espaço em tempos diferentes.
Um tema rico para tal reflexão é o RACISMO. Pode-se entender o racismo como a prática de exclusão, de alguém ou de um grupo, justificada pela crença na existência de raças humanas e na hierarquização entre elas. No Brasil essa prática está muito ligada às populações afro-brasileiras.
É importante que se tenha em mente que o racismo se manifesta de maneiras explícitas e também de maneiras implícitas. As explícitas são auto explicativas mas as implícitas geralmente são vistas como "coisa da cabeça da/o negra/o" ou exagero.
Podemos chamar de "racismo simbólico" aquele que se reproduz sem que seja notado de maneira imediata e quando é exposto causa reações de incredulidade.
Vamos testar?
SE Jesus fosse negro, você (se você acredita nele) o amaria da mesma forma que afirma amar?
Se você, de início, reagiu pensando que Jesus nunca poderia ser negro, pense no motivo dessa reação e considere a localização geográfica dos acontecimentos. Poderia não ter a pele negra mas, muito provavelmente, não teria aquela pele tão clara como se vê em dezenas de filmes sobre a vida dele;
Este é apenas um exemplo de como o racismo pode tomar formas quase invisíveis.
Essa canção, SE JESUS FOSSE UM HOMEM DE COR, traz uma possibilidade de reflexão a partir da DESNATURALIZAÇÃO e do ESTRANHAMENTO, fundamentais para o desenvolvimento das outras habilidades e competências para a prova do ENEM.
Se Jesus fosse um homem de cor
GLORIA, GLORIA ALELUIA
O MEU CRISTO NÃO TEM COR
GLÓRIA, GLÓRIA ALELUIA
GLÓRIA, GLÓRIA, PAZ E AMOR
talvez ninguém tenha pensado o que pensei
durante a noite que passou
ou se pensou, ficou calado pra não ver
o mundo inteiro reagir
a minha fé não modifica e nem se abala
mas eu não posso me calar
minha pergunta necessita uma resposta
será que alguém me pode dar?
Você teria por ele esse mesmo amor
se jesus fosse um homem de cor?
GLORIA, GLORIA ALELUIA
O MEU CRISTO NÃO TEM COR...
talvez ninguém tenha passado o que eu passei
que os meus problemas são de cor
eu quis pintar o meu céu azul de amor e paz
e o mundo inteiro não deixou
a minha fé não modifica e nem se abala
mas eu não posso me calar
minha pergunta necessita uma resposta
será que alguém me pode dar?
É fundamental que ao estudar o período de governo civil-militar brasileiro se tenha em mente que este foi caracterizado por ser uma ditadura.
Ditaduras, por sua vez, se caracterizam pelo fato de que quem está no comando das instituições políticas não está lá por vontade geral da população.
Ditaduras não admitem perguntas, problematizações. Toda oposição deve ser destruída, silenciada. As formas de reação contra um regime ditatorial vão desde o conflito direto contra os aparelhos repressores do Estado (polícia, forças militares) até o que se pode chamar de resistência sub-reptícia (aquela que se dá "por baixo dos panos", "nas intocas").
Esse tipo de resistência geralmente é desempenhado de maneira bem interessante por artistas que, usando de malabarismos de linguagem (musical, escrita, corporal etc) , criticam a ordem autoritária.
Foi realizado em 1973 um festival de música, o Phono 73, com o objetivo de mostrar que essa gravadora não era um "reduto de comunistas" como se afirmava. Resultado: um dos registros mais contundentes da ditadura agindo contra as/os artistas - o microfone de Chico Buarque sendo cortado enquanto ele balbuciava Cálice, música considerada subversiva pelo regime.
(o som parece desvinculado das imagens em alguns momentos. O motivo: o que se escuta é o registro da mesa de som, que continuou gravando mesmo depois do microfone ter sido cortado.
Quando se trata da redução da maioridade penal e como ela pode aparecer no ENEM, é importante que você tenha em mente que ela pode ser abordada no eixo
- Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado
No tópico específico:
- A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas.
Os direitos devem ser entendidos como fruto de reivindicações historicamente localizadas. Cada época terá as reivindicações dos grupos que nela vivem e tais reivindicações não devem, de início, ser analisadas como justas ou não, mas entendidas no contexto que as produziu.
A sociedade brasileira deu atenção específica - e mais cuidadosa - para crianças e adolescentes apenas com a lei federal 8.069, que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente. Foi só a partir dali que a juventude no Brasil passou a ser sujeito de direitos e TAMBÉM DE DEVERES (marca para lembrar que nem só de direitos se vive em uma sociedade).
O Estado, a partir daquele momento, passa a ser responsável absoluto por garantir desenvolvimentos físico, moral, mental e social de acordo com os princípios, marcados na Constituição, da liberdade e da dignidade, preparando para a vida adulta na sociedade.
Sendo o Estado responsável por garantir esses desenvolvimentos, cabe refletir: se ele garantisse EFETIVAMENTE teríamos jovens infratoras/es?
Quem comete um crime tem história, independente do crime cometido. Arnaldo Antunes nos diz isso na canção abaixo.