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ARTIGOS

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

FILOSOFIA no ENEM

O gráfico mostra os conteúdos que mais foram abordados nos últimos anos no ENEM de acordo com o levantamento realizado pela equipe do site AppProva.

A partir desse levantamento você já pode organizar seus estudos focando nesses conteúdos e seguindo também o programa para ciências humanas que você confere neste link:

http://www.salvianofeitoza.com.br/2012/03/conteudo-enem-2012-ciencias-humanas-e.html


#penseforadacaixa

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

"É A DEMO, DEMO A DEMO, É A DEMOCRACIA" - contra o "mimimi" pós eleição

Desde o final das eleições o suposto engajamento político virtual feicebuquiano foi amansado. Algumas amizades foram refeitas e outras continuam afastadas devido ao processo eleitoral que quase destruiu famílias inteiras.

Mas esse amansamento não quer dizer que a "política" saiu das redes, mas que reduziu sua presença ou sua gana. Agora o que mais se vê é uma espécie de indireta (semi direta) temperada com sarcasmo. Algo do tipo: "cadê o pessoal que votou na Dilma?" "Ué, não é essa a esquerda do voto crítico? Quero ver agora que ela tá nomeando fulano, ciclano , beltrano, deuterano etc."

Essas afirmações em nada contribuem para a vida política e, por extensão, democrática. A prática política é marcada por contradições que são parte da própria existência humana. O princípio da cidadania ativa é a continuidade, é a renitência na busca pela ampliação de direitos, cumprimento de deveres e uma espécie de combate tanto para evitar supostos avanços e retrocessos (dependendo de quem reivindica pode ser um ou outro).

Esse "mimimi" ferino em nada contribui para a melhoria das condições de vida da maior parte da população. É como se fosse a indignação de quem não sabe lidar com a frustração por não conseguir o que queria ou mesmo por não conseguir lidar com o que diverge de sua visão de mundo, sua cosmovisão.

O fundamento da vida democrática é o conflito - de interesses e necessidades. A negociação e o conflito são parte de legítima democracia. Isso não quer dizer que devemos aceitar o que para nós é colocado por quem elegemos. É exatamente o oposto disso inclusive para quem não escolhemos para nos representar.

Logo, escutemos Tom Zé e sua canção DEMOCRACIA, que aborda em termos bem interessantes esse regime em suas "dores e delícias".

pense FORA DA CAIXA






Democracia
Tom Zé

Democracia que me engana
na gana que tenho dela
cigana ela se revela, aiê;
democracia que anda nua
atua quando me ouso
amua quando repouso.

É o demo o demo a demó
é a democracia
é o demo o demo a demó
é a democracia.

Democracia, me abraça
com tua graça me atira
desfaz esta covardia, aiê;
democracia não me fere
mira aqui no meio
atira no meu receio.

Democracia que escorrega
na regra não se pendura
na trégua não se segura, aiô;
democracia pois me fere
e atira-me bem no meio
daquilo que mais eu mais receio.

Democracia, não me deixe
sou peixe que fora d'água
se queixa, morre de mágoa, aiê;
democracia não se dita
maldita seja se dura,
palpita pela doçura.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A PIADA DA ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA ou A POLÍTICA DE TODOS OS DIAS E O SEU VOTO


Estamos todos cobertos de política até o pescoço. E não é por causa período eleitoral,  mas porque a política real se constitui a partir de todas as discussões, debates, lutas e decisões que se desenrolam todos os dias, nas quais estamos envolvidos querendo ou não. O momento eleitoral é só mais uma parte do processo e deve relacionar-se de maneira coerente com o restante, do contrário todos os belos discursos são apenas falas vazias construídas por publicitários, comunicadores e especialistas em campanha que sabem exatamente o que fazer para vender uma ideia, seja ela uma proposta infundada ou um novo modelo de celular que faz o mesmo que o anterior, mas promete ser melhor. 
            O grande problema de consagrar a eleição como momento máximo da democracia é estimular o esquecimento do processo restante, como o acompanhamento dos atos dos representantes eleitos ou as possibilidades de ação direta do povo, que existem e são poderosas mesmo na democracia representativa. As chamadas que ressaltam um "vem pra urna" ou um "democracia se faz nas eleições" reduzem  de maneira significativa as possibilidade de mudança, pois o eleitor tem as suas opções limitadas a três ou quatro candidatos que cantam trechos diferentes de uma mesma música.
            Uma boa escolha eleitoral não é feita assistindo ao horário político gratuito ou a entrevistas pseudojornalísticas, pois as regras do horário eleitoral não dão condição de concorrência igualitária e as danosas entrevistas servem mais para alimentar os egos dos apresentadores do que para explicar à população o que significam as políticas pretendidas e como serão realizados os milagres agendados para o primeiro ano de mandato. A escolha também deve considerar quem dá sustentação financeira para cada campanha, não se pode esperar que cada um dos milhõezinhos liberados tenha saído de casa sem data pra voltar.
            Essas incoerências sobre a política brasileira, mas não só brasileira, não querem dizer que não há alternativas e não devem motivar o brado coletivo de que "são todos uns ladrões e corruptos", pelo fato de que este brado é inútil. Acreditar que não tem jeito só é válido pra quem lucra com a situação atual. Há opções, mas elas passam despercebidas, enquanto a maioria da população decide entre o menos pior.
            Antes de alimentar a certeza de que são todos péssimos ou que são todos iguais, cabe perguntar se conhecemos realmente todas elas e todos eles. Se tivemos o trabalho de pesquisar detalhadamente quem são, o que querem, com quem se relacionam e no que acreditam, aí sim podemos dizer que escolhemos, do contrário aquele voto de cabresto estudado nos livros de história só se modificou, se moralizou e arrumou um jeito de nos fazer acreditar que escolhemos livremente.

Simone Pessoaé jornalista e odeia ter que contar piadas sem graça, mas como a sociedade pede sátiras para suas contradições e aberrações cotidianas, ela se dedica a este trabalho sujo.



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