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ARTIGOS

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

ENEM - CORRUPÇÃO, RESPONSABILIZAÇÃO E ZECA BALEIRO

Um dos assuntos mais discutidos no Brasil neste ano é a corrupção e há grandes chances de ser tratada no ENEM. 

Uma forma de abordar o tema é começar definindo corrupção: usar o poder público para obter ou fornecer vantagens, sendo estas tanto interesses quanto dinheiro que, neste caso, por ser dinheiro público, oriundo das cobranças de impostos, configura-se crime contra a sociedade.

É muito comum não se perceber as contradições presentes nas reivindicações de punição contra corruptos/as. Muitos/as brasileiros/as nos orgulhamos de, sempre que necessário, conseguirmos "dar um jeito", o "jeitinho brasileiro". Muitas vezes esse "jeitinho" caracteriza-se pela resolução dos problemas através de artifícios ilegais ou imorais.

Usufruir do fato de conhecer alguém que possa "apagar" a multa recebida corretamente, oferecer uma troca de favores, pedir que o/a colega assine o nome para não levar falta na aula que não se quer assistir, oferecer um brinquedo novo para a criança se ela aumentar as notas no boletim escolar (nesse caso mostra-se para a criança uma forma de conseguir algo que precisa de esforço para superar dificuldades) são exemplos cotidianos, comuns que mostram a contradição entre ser contrário ao cenário político marcado por muita corrupção e, no dia a dia, cometer atos corruptos.

É fundamental que nos responsabilizemos pelos nossos atos. Não importa de qual partido se faça parte ou seja simpatizante. Não deve pender a balança da justiça para favorecer nenhum lado. O que deve-se atentar é para a indignação seletiva que toma conta das ruas e que parece que somos, cada um, um oásis de honestidade cercado por um deserto de desonestos/as.

RESPONSABILIZAÇÃO é a palavra que deve ser colocada em prática. POR TODAS/OS!

Zeca Baleiro pode nos ajudar a começar a pensar sobre o assunto.

FUNK DA LAMA

Tanto faz se é Ivete ou Shakira,
Tanto faz se é Sá, Rodrix ou Guarabira
Você vai ter que responder pelo que faz
Você vai ter que responder pelo que diz

Tanto faz se é pratão ou se é pelego
Tanto faz se é Pelé ou se é Diego
Você vai ter que responder pelo que faz
Você vai ter que responder pelo que diz

Bota a mão nas cadeiras
Vai até o chão com graça
A moral do chão não passa
Bota a mão nas cadeiras
Dança com malemolência
Bota a mão na consciência.

Vem cachorra, nem precisa de cama
O mundo tá atoladinho
O mundo tá atoladinho na lama

Vem cachorra, nem precisa de cama
O mundo tá atoladinho
O mundo tá atoladinho na lama

Tanto faz se é Demóstenes ou Palocci
Se é Fábio Melo ou Marcelo Rossi
Você vai ter que responder pelo que faz,
Você vai ter que responder pelo que diz

Tanto faz se Homem do Ano ou Mulher-Pera
Tanto faz se é Bolsonaro ou se é Gabeira
Você vai ter que responder pelo que faz
Você vai ter que responder pelo que diz

Bota a mão nas cadeiras
Vai ate o chão com graça
A moral do chão não passa
Bota a mão nas cadeiras
Dança com malemolência
Bota a mão na consciência

Vem cachorra, nem precisa de cama
O mundo tá atoladinho
O mundo tá atoladinho na lama









domingo, 26 de abril de 2015

ENEM - CIDADANIA - REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E PROCESSO HISTÓRICO

Quando se trata da redução da maioridade penal e como ela pode aparecer no ENEM, é importante que você tenha em mente que ela pode ser abordada no eixo

- Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado

No tópico específico:

- A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas.

Os direitos devem ser entendidos como fruto de reivindicações historicamente localizadas. Cada época terá as reivindicações dos grupos que nela vivem e tais reivindicações não devem, de início, ser analisadas como justas ou não, mas entendidas no contexto que as produziu.

A sociedade brasileira deu atenção específica - e mais cuidadosa - para crianças e adolescentes apenas com a lei federal 8.069, que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente. Foi só a partir dali que a juventude no Brasil passou a ser sujeito de direitos e TAMBÉM DE DEVERES (marca para lembrar que nem só de direitos se vive em uma sociedade).

O Estado, a partir daquele momento, passa a ser responsável absoluto por garantir desenvolvimentos físico, moral, mental e social de acordo com os princípios, marcados na Constituição, da liberdade e da dignidade, preparando para a vida adulta na sociedade.

Sendo o Estado responsável por garantir esses desenvolvimentos, cabe refletir: se ele garantisse EFETIVAMENTE teríamos jovens infratoras/es?

Quem comete um crime tem história, independente do crime cometido. Arnaldo Antunes nos diz isso na canção abaixo.

pense FORA DA CAIXA

Super Sociologia


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

ENEM - FILOSOFIA & SOCIOLOGIA: Direitos, Deveres, Democracia e Bob Marley

O/A estudante que se prepara para o ENEM deve ter em mente que uma questão certa nas provas diz respeito ao tema direitos e, por extensão, deveres e suas relações com o regime democrático.
Você que se prepara para o ENEM, tenha em mente que direitos não são concessões ou seja, não são dados de bom grado, pela boa vontade das autoridades constituídas.
Direitos são fruto de conquistas, de lutas, de reivindicações e nesse caminho muitas pessoas foram silenciadas ao buscarem a ampliação e até mesmo a melhora das condições de vida e trabalho.
Compreenda também que NÃO EXISTE DIREITO ETERNO. Sempre há possibilidades de direitos conseguidos serem retirados, seja por negociação, seja por definições arbitrárias (caso de regimes ditatoriais).
Não se pode deixar de lado que os direitos só são usufruídos por causa do cumprimento de deveres. Não cumprir com deveres é agir indiretamente contra a democracia - que não é feita apenas de direitos.
Quando não se concorda com deveres determinados o que se deve fazer é reivindicar sua mudança e não deixar de cumpri-los.
A canção Get up, Stand up, de Bob Marley aborda o principal fundamento da democracia: a possibilidade de reivindicar e a obrigação de não deixar de fazê-lo.

pense FORA DA CAIXA