Menu Superior Horizontal

  • E
  • D
  • C
  • B
  • A

Acesse aqui!

Entre em contato pelo Facebook ou Twitter.

Assista aqui!!!

Assista a filmes históricos clicando aqui!!

Fichas monstro!!!

Faça o download das Fichas Monstro clicando na barra de menu!!

Fale com o Prof. Salviano Feitoza

Clique aqui e saiba informações importantes sobre o Prof. Salviano Feitoza

ARTIGOS

Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

MÍDIA E AGENDAMENTO DO QUE SE FALA E PENSA SOBRE POLÍTICA E POLÍTICAS/OS

Em recentes exibições, o jornal nacional da rede Globo de televisão entrevistou as candidatas e os candidatos ao cargo de presidente da república tupiniquim e o que chamou atenção logo de início foi a virulência do posicionamento de seu apresentador Willian, o Bonner.

Com ataques celebrados por muitas/os telespectadoras/es, pudemos ver constrangimentos de várias ordens. Ele, o Bonner, pontuou desde obras ampliadoras de valor de terras, passando por nepotismo e questionamento da eficiência em escolher "pessoas certas" para cargos de confiança.

Palmas! (ecoaram de vários locais do país) e vaias também (de pessoas que lidam com jornalismo com alguma seriedade).

É fundamental que se procure pensar acerca desse posicionamento aparentemente justiceiro e correto do telejornal - e, por extensão, da emissora.

O que seria mais produtivo politicamente seria o direcionamento da suposta entrevista para a apresentação dos projetos de cada concorrente. Se era para intervir na fala que fosse para pedir a quem fala que parasse de "vender o peixe" falando de si ou do que antecessores abruptamente tirados do pleito fizeram.

A exposição detalhada dos planos de governo ampliaria a percepção acerca da/o candidata/o.

"Esfregar" na cara que houve corrupção, nepotismo, valorização de terras familiares em nada contribui para mudanças efetivas na política, apenas reforça a ideia de que a política nacional é território de pessoas mais interessadas em suplantar o interesse público pela satisfação das necessidades particulares.

Assim, posturas "justiceiras", supostamente defensoras dos interesses da nação podem ser entendidas mais como um posicionamento que objetiva alçar a imprensa como legítima defensora da moralidade na política, afinal, quando necessário ela "colocou o dedo na cara" de corruptas/os.

Programas de TV como o CQC, da rede Bandeirantes, a do Tas, contribuem tanto quanto a postura do William, o Bonner para agendar a sociedade no fortalecimento da postura contrária a qualquer política, inclusive a partidária (principalmente esta).

É uma forma simples de pensar, mas difícil de se levar em conta: se efetivamente todas as pessoas envolvidas em política fossem desonestas, mal teríamos avançado em pontos básicos da vida social.

Tanto o telejornal, o nacional, quanto o pseudo-jornalístico-humorístico CQC contribuiriam muito mais para a sociedade se "remassem contra a maré" e mostrassem para suas audiências que há pessoas honestas para quem a política é o que pode garantir mudanças, para além do interesse particular.

Contribuiria inclusive para a formação de muitas/os colegas de profissão que, por vários motivos, acreditam piamente que telejornais, determinadas revistas ditas de informação são propagadoras de verdades.

E aos estudantes, bem, para estas/es, ainda haveria possibilidades de formação crítica para além da crítica por criticar.

Logo abaixo você pode assistir ao esquete da cia de comédia Os Melhores do Mundo que trata de política e eleições. Pode ser ferramenta interessante para rever alguns raciocínios.

Pense FORA DA CAIXA.




sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A PIADA DA ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA ou A POLÍTICA DE TODOS OS DIAS E O SEU VOTO


Estamos todos cobertos de política até o pescoço. E não é por causa período eleitoral,  mas porque a política real se constitui a partir de todas as discussões, debates, lutas e decisões que se desenrolam todos os dias, nas quais estamos envolvidos querendo ou não. O momento eleitoral é só mais uma parte do processo e deve relacionar-se de maneira coerente com o restante, do contrário todos os belos discursos são apenas falas vazias construídas por publicitários, comunicadores e especialistas em campanha que sabem exatamente o que fazer para vender uma ideia, seja ela uma proposta infundada ou um novo modelo de celular que faz o mesmo que o anterior, mas promete ser melhor. 
            O grande problema de consagrar a eleição como momento máximo da democracia é estimular o esquecimento do processo restante, como o acompanhamento dos atos dos representantes eleitos ou as possibilidades de ação direta do povo, que existem e são poderosas mesmo na democracia representativa. As chamadas que ressaltam um "vem pra urna" ou um "democracia se faz nas eleições" reduzem  de maneira significativa as possibilidade de mudança, pois o eleitor tem as suas opções limitadas a três ou quatro candidatos que cantam trechos diferentes de uma mesma música.
            Uma boa escolha eleitoral não é feita assistindo ao horário político gratuito ou a entrevistas pseudojornalísticas, pois as regras do horário eleitoral não dão condição de concorrência igualitária e as danosas entrevistas servem mais para alimentar os egos dos apresentadores do que para explicar à população o que significam as políticas pretendidas e como serão realizados os milagres agendados para o primeiro ano de mandato. A escolha também deve considerar quem dá sustentação financeira para cada campanha, não se pode esperar que cada um dos milhõezinhos liberados tenha saído de casa sem data pra voltar.
            Essas incoerências sobre a política brasileira, mas não só brasileira, não querem dizer que não há alternativas e não devem motivar o brado coletivo de que "são todos uns ladrões e corruptos", pelo fato de que este brado é inútil. Acreditar que não tem jeito só é válido pra quem lucra com a situação atual. Há opções, mas elas passam despercebidas, enquanto a maioria da população decide entre o menos pior.
            Antes de alimentar a certeza de que são todos péssimos ou que são todos iguais, cabe perguntar se conhecemos realmente todas elas e todos eles. Se tivemos o trabalho de pesquisar detalhadamente quem são, o que querem, com quem se relacionam e no que acreditam, aí sim podemos dizer que escolhemos, do contrário aquele voto de cabresto estudado nos livros de história só se modificou, se moralizou e arrumou um jeito de nos fazer acreditar que escolhemos livremente.

Simone Pessoaé jornalista e odeia ter que contar piadas sem graça, mas como a sociedade pede sátiras para suas contradições e aberrações cotidianas, ela se dedica a este trabalho sujo.



LEIA TAMBÉM:








terça-feira, 11 de março de 2014

sábado, 19 de maio de 2012

Política - 1

POLÍTICA, palavra de origem grega que deriva de polis, cidade, ou seja, atividade que é realizada na cidade. Entretanto, hoje em dia, política, no Brasil, é palavra que carrega negatividade, é sinônimo de corrupção e roubalheira. Trataremos de política.
         No mundo ocidental foram os gregos e os romanos que inventaram o poder político, pois separaram público e privado, ou seja, impediram que fosse mantida a identificação entre o governante e o poder político, o que caracterizava a vida política anterior. Também separaram autoridade mágico-religiosa do poder terreno. Os dirigentes buscavam a aprovação dos deuses bem como sua proteção; com aqueles o Estado passou a deter o monopólio da violência – a vingança e o poder de fazer justiça foram institucionalizados. Foram os criadores do espaço público e privado.
         A marca da política era o fato das decisões terem que ser conhecidas por todos. A marca do poder despótico era o segredo. Era uma importante transformação que se configurava.
         Na periodização tradicional, a idade média caracterizou-se politicamente por grande influência da religião judaico-cristã e sua principal representante: a Igreja católica. Nesse sentido, para esta instituição, o poder político ou teológico-político estava pautado pela crença de que o poder pertence a Deus e este estava representado no rei. Caracterizava-se, assim, um pacto de submissão.
         Tal pacto estabelecia que o rei estava acima da lei, não tinha que cumpri-la por ser a fonte da mesma e ainda legitimava a hierarquia social afirmando que foi Deus que a criou assim, estando o rei e o papa no topo da pirâmide representando os poderes temporal e religioso, respectivamente. Em tal percepção de política a vida espiritual era superior a temporal.
         É na modernidade que a concepção de política é radicalmente transformada: mudanças sociais, econômicas, religiosas, culturais somam-se às transformações políticas gerando o Estado moderno e com ele o absolutismo.
         Nicolau Maquiavel foi um dos nomes mais importantes do período. Defendeu entendimentos muito diferentes do Medievo: a política é resultado das ações sociais movidas por interesses específicos e não é oriunda de Deus ou da Razão; as comunidades existem e são mantidas a partir de disputas engendradas pelos políticos e não para garantir o bem comum; o governo deve ser pautado na capacidade do governante de tomar e manter o poder, logo, matar, roubar, enganar são atitudes que o príncipe deve estar preparado para tomar – quando necessário, assim, o príncipe virtuoso é aquele que é capaz de agir em qualquer situação, ser flexível às mudanças, “aos caprichos da Fortuna”.
         Tais ideias contribuíram para o surgimento do maquiavelismo, do ser maquiavélico. O maquiavelismo é caracterizado por frieza de raciocínio, por ação com objetivos concretos e que devem ser realizados a qualquer custo. É ação nos bastidores, é manipulação. Tudo que a sociedade considera maligno. Leve em consideração, entretanto, que o que Maquiavel fez foi abordar a política sem disfarces religiosos, morais ou naturais. Política é simplesmente política.
         Outros autores como Thomas Hobbes deram contribuições especiais acerca da política e que abordarei noutra postagem.
         Na chamada transição para o capitalismo, ou para a história contemporânea, as ideias liberais apareceram com importantes concepções políticas. Autores como John Locke e J.J Rousseau investiram pesado contra o Estado moderno e tudo que o legitimava. Surgia uma nova concepção de contrato social: aquele que atende aos interesses do povo.
         Para Locke, o Estado existe a partir do contrato social e tem como função garantir segurança e bem-estar para todos (aqui se assemelha a Hobbes) mas sua principal finalidade é garantir a propriedade privada, uma vez que esta é um direito natural. A função do Estado, sendo garantir a propriedade, deixa qual papel para o governante?
         Deve, o governante, garantir a liberdade para as atividades econômicas (não intervenção na economia), deve julgar os conflitos que ocorram na sociedade e deve, também, garantir o livre pensamento, não censurar a menos que o faça com objetivo de salvaguardar o Estado. É a partir desse ideário que será aperfeiçoada e debatida a noção de democracia ou democracias.
         As democracias são entendidas da seguinte forma:
                   a. representativa/indireta ou liberal: o povo elege seus representantes e garante liberdades individuais e políticas (sufrágio universal, eleições livres);
                   b. direta: as decisões são tomadas a partir de assembleias públicas;
                   c. semidireta: ocorrem plebiscitos;
                   d. participativa/deliberativa: com formas de controle dos recursos públicos.


Mais do que satanizar a política e os políticos brasileiros, devemos questionar profundamente a estrutura que legitima o que acontece, entendendo como funciona, os motivos de funcionar dessa maneira e pensar sobre o que queremos. Essa primeira postagem, através desse curto panorama histórico, tem esse objetivo.


Passe adiante. PENSE FORA DA CAIXA.


Tenha HISTÓRIA NA CABEÇA.