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ARTIGOS

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quarta-feira, 23 de maio de 2018

ESQUEMA MONSTRO - CULTURA DO ESTUPRO

O objetivo desta postagem é abordar conceitualmente o que seria cultura do estupro e é fundamental, para avançar na leitura, estar disponível para entender o conceito e pensar sobre ele.



Cultura do estupro pode ser conceituada como conjunto de pensamentos, hábitos, crenças, formas de agir que naturalizam e podem incentivar a prática do estupro. Isso se configura na vida cotidiana de várias maneiras que estão expostas no esquema. Essa cultura tem relação com a dominação masculina (olá, Bourdieu!) que naturaliza essas violências e mesmo valoriza comportamentos ambíguos que contribuem para que homens sintam-se incentivados a forçar o sexo: o popular “dizer não mas querendo dizer sim” é parte do que se ensina às mulheres e que as coloca em situação de perigo pois para os homens é como se fosse dito: “insista mais que você consegue!”

Esses elementos não são ensinados de maneira direta, mas através de canções, cenas de novela e cinema, piadas que naturalizam esse agir a partir de um pensar que objetifica o corpo feminino e o disponibiliza para o uso masculino mesmo contra a vontade das mulheres. Deve ser combatida e para tanto é preciso “estar atento e forte”.

#experimentepensar #penseforadacaixa

terça-feira, 17 de novembro de 2015

MINIDICIONÁRIO SOBRE GÊNERO

Eis o que significam alguns dos termos mencionados quando são tratadas as questões de gênero.
O primeiro passo para debater confiavelmente algum assunto é estar por dentro dele.






FONTE: Revista Galileu - ed. 292 - novembro 2015

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A FALÁCIA DO HOMEM MODERNO E SEM PRECONCEITOS


Muitas vezes não se percebe a contradição entre práticas e teorias. Não é fácil viver da maneira que se pensa ou se procura pensar. É fundamental uma análise cuidadosa acerca das práticas cotidianas para se evitar o popular "faça o que eu digo mas eu não faço o que falo".

Quando tratamos das violências contra as mulheres, o sexismo é uma constante. Sexismo é a forma de violência contra mulheres (principalmente) caracterizada por tratar as mulheres como "naturalmente" inferiores, quando, na verdade, essa suposta inferioridade é construída e reproduzida social e ideologicamente.

Exemplo: quando um homem está em um automóvel e é fechado por outro o que se vê é a série de xingamentos (barbeiro! cego! e outros de baixo calão). O xingamento é direcionado ao praticante da "barbeiragem" e não para todos os homens.

Se temos uma mulher responsável pela "barbeiragem" o que se escuta é: "tá vendo?! só podia ser mulher", "mulher no volante, é isso que dá!" Ou seja, é o gênero feminino inteiro que é adjetivado como péssimo motorista e não aquela mulher específica.

Outro exemplo cotidiano: quando homens se afirmam modernos, liberais, que não têm preconceitos contra mulheres que assumem desejos e práticas sexuais mas, quando questionados se namorariam/casariam com mulheres "liberais", desconversam ou, inclusive negam tal possibilidade.

Pessoas que lerem essa postagem podem pensar: " e quem vai querer ficar com uma pessoa rodada?" E é exatamente nesse raciocínio que se encontra o sexismo. Identificá-lo em si e entender como funciona são os primeiros passos. Os seguintes, combatê-lo em si e no cotidiano.

Pense E AJA FORA DA CAIXA.