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ARTIGOS

sábado, 23 de novembro de 2013

RESUMO ORIENTE MÉDIO




PRIMEIRA ATITUDE: IDENTIFICAR no mapa onde fica o ORIENTE MÉDIO
 







SEGUNDA ATITUDE: IDENTIFICAR termos que frequentemente são associados à região:


ORIENTE MÉDIO
Expressão que define a região que compreende o nordeste da África, a parte ocidental da Ásia e a Turquia europeia. Foi usada pela primeira vez em 1902, o que marca a ação dos interesses petrolíferos das grandes potências na região.

ÁRABES
Nascidos da península arábica e/ou norte da África.

PALESTINOS
Os que estavam na Palestina depois da saída dos hebreus e antes da criação do Estado de Israel e afirmam serem os legítimos “donos” da região.

ISRAELENSES
Nascem no Estado de Israel; descendem dos hebreus/judeus.

MUÇULMANOS
Os que são adeptos do Islamismo – religião criada por Maomé

SUNITAS
Muçulmanos que defendem a utilização do Corão e da Suuna como livros sagrados do Islamismo. Não defendem uma aproximação Estado e religião.

XIITAS
Adeptos do Islamismo que defendem que o califado deve ser liderado por um descendente de Ali. Defende também que a política e a religião devem estar juntas.

FUNDAMENTALISMO
Pode ser entendido em uma perspectiva política, caracterizada por buscar resgatar o Estado teocrático com o sagrado sobrepondo-se ao laico. Toda a existência social deve ser subordinada às regras religiosas. Em sua perspectiva religiosa, o fundamentalismo defende a revalorização da tradição, ou seja, fidelidade ao credo em suas origens, “levar ao pé da letra”, por exemplo, escrituras sagradas da fé a que se dedica.

TERRORISMO
Palavra bastante em voga desde o início do século XXI. A imagem das torres gêmeas ainda aparece nos noticiários fazendo muita gente se assombrar e sentir insegura diante de pessoas que sacrificam a própria vida em prol de um deus entendido como malvado e cruel. Essa visão propagada pelos meios de comunicação traz a tona o discurso da luta do bem contra o mal, sendo o bem o mundo judaico-cristão e seu oposto os povos do oriente médio, geralmente percebidos como fanáticos, bárbaros, exóticos etc.
Terrorismo não tem uma definição precisa. Podemos levar em consideração, porém, que existem características semelhantes nos atos terroristas: morte e destruição são causadas com objetivos políticos. Desde o assassinato de um estadista até a destruição de símbolos nacionais, as motivações políticas estão presentes. Lutas por independência, por liberdade contra a opressões são parte dos ingredientes do terrorismo.
Em 11 de setembro de 2011, o World Trade Center, nos EUA, foi atacado e as torres gêmeas foram derrubadas por terroristas que sequestraram dois aviões. Outro alvo dos terroristas era o Pentágono, que quase foi atingido pela ação.
O uso de tecnologias de destruição em massa e a presença de líderes carismáticos garantem, também, a letalidade e a participação de muitas pessoas, respectivamente. A necessidade, entretanto, não deve ser supervalorizada como fator que contribua para a adesão a ideias terroristas: muitos países pobres ou não sofrem ou sofrem pouco terrorismo. Considere também que muitos líderes e soldados terroristas são oriundos de famílias de classe média ou muito rica, caso da família Bin Laden.

NO SÉCULO 20
APÓS a segunda guerra mundial (1939-45), com a derrota das forças militares do Eixo (Alemanha, Itália, Japão), fortaleceu-se o sionismo, um movimento que defendia a criação de um Estado judeu. Esse movimento teve em Theodor Herzl seu incentivador. Com a ocorrência do Holocausto ficou mais presente essa possibilidade como uma espécie de “compensação” para os judeus pelo acontecido. Muitas reuniões foram realizadas e o Estado de Israel foi criado em 1948. A festa tomou conta da comunidade judaica internacional, afinal, depois de séculos de peregrinação o sonho de muitos finalmente se realizava. Todavia, das fronteiras do recém criado Estado partiu uma ofensiva militar que foi o primeiro do que se convencionou chamar de conflitos árabe-israelenses.


a) guerra de independência do Estado de Israel (1948-9). Iniciada logo após a fundação do Estado, esse conflito contou com uma vantagem inicial árabe configurada nos exércitos do Egito, Síria, Líbano, Transjordânia e Iraque. Apesar da vantagem inicial, a força árabe era descoordenada. Junte a isso a resistência e o apoio financeiro da comunidade judaica internacional, o que garantiu a vitória israelense. Ao final deste conflito surgia a questão palestina.

b) guerra do canal de Suez (1956). Foi iniciada a partir da ação de Gamal Abdel Nasser, do Egito, de nacionalizar o canal de Suez, que fora construído em conjunto com a França. Inicialmente teria sido apenas um problema entre egípcios e franceses, mas Nasser ostentou o discurso árabe anti-israelense. Uma força militar conjunta de franceses, ingleses e israelenses atacou e venceu as tropas egípcias. Para o Egito ficou o prestígio entre as nações árabes.

c. guerra dos seis dias (junho de 1967). O nome deste conflito relaciona-se ao ataque fulminante israelense que derrotou as forças da Síria e do Iraque em apenas seis dias de ação. Relaciona-se a crescente tensão entre árabes e israelenses e a eclosão de movimentos terroristas árabes.

d. guerra do Yom Kippur ou dia do perdão (1970). No início dos anos 1970, o Estado de Israel sofria pressão internacional pois não tinha devolvido os territórios tomados e também pela política de colonização estabelecida em relação aos palestinos. Aproveitando o feriado do dia do perdão, Síria e Egito atacaram Israel e tomaram as Colinas de Golan e quase toda a faixa de Gaza, respectivamente. Ao final do conflito foi estabelecido que o Sinai seria devolvido ao Egito, o que aconteceu apenas em 1982 e as colinas de Golan foram anexadas definitivamente a Israel. As principais repercussões desse conflito foram regionais – Egito e Israel negociaram diretamente – e mundiais – os países árabes cortaram o fornecimento de petróleo aos aliados de Israel.

OUTROS ACONTECIMENTOS

a) Irã X Iraque (1980-8). Conflito pela região do Chatt al-Arab mas que também é revelador do jogo de interesses das potências internacionais. O Irã passou por um processo revolucionário que restaurou o governo tradicionalista religioso sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini e este passou a denunciar tanto a URSS quanto os EUA. Aproveitando o processo revolucionário iraniano, o Iraque, sob o comando de Sadam Hussein, invadiu o Irã. Países ocidentais venderam armas para o Iraque pois temiam que a revolução iraniana se espalhasse. Só em 1988 é que a guerra foi encerrada quando o Irã, sofrendo várias derrotas, passou por negociações com o rival.


b) guerra do Golfo (1990). Em agosto de 1990 o Iraque invadiu o Kuwait justificando tal ato com a retificação de fronteira que aumentaria sua saída para o golfo pérsico. Além disso o Iraque queria o cancelamento da dívida contraída com o país árabe na época do conflito contra o Irã. Protagonizando uma reviravolta, Sadam anunciou-se defensor do Islã e reatou com o Irã em troca do apoio dos aiatolás. A ONU autorizou a ação militar contra o Iraque que ficou conhecida como tempestade no deserto. Cinco semanas de intenso bombardeio levaram ao fim do conflito em fevereiro de 1991.

c) Intifada. (1987 e 2000). Foram movimentos de reação aos desmandos do Estado de Israel, que oprimia os palestinos. Sendo que, em 1987, a reação foi contra os militares israelenses e, em 2000, ligou-se a negação de Yasser Arafat de assinar um acordo de paz e a caminhada de Ariel Sharon (primeiro ministro israelense) entre templos e mesquitas muçulmanas.

d) Questão Curda. De origem indo-européia, os curdos vivem numa região muito rica em petróleo espremida entre as fronteiras da Síria, Turquia, Iraque, Armênia e Irã que forma o Curdistão. Lutando por sua independência, desde o século XVI, tiveram todas as suas tentativas de emancipação reprimida com bastante violência. Em 1991, por exemplo, após,a 2º Guerra do Golfo, houve uma tentativa que foi abafada prontamente pelas forças iraquianas. A violência só terminou com a interferência da ONU, que criou uma zona de segurança na região, protegida por cera de 20 mil soldados. Eles formaram um grupo de orientação socialista chamado de Partido Trabalhista Curdo (PKK).

Pense FORA DA CAIXA.
Tenha HISTÓRIA NA CABEÇA.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

RESUMO CULTURA GREGA - TEATRO, HISTÓRIA, POESIA, RELIGIÃO


TEATRO

A) comédia. Sátira dos costumes, do comportamento humano e da sociedade. Objetivava, através do riso, criticar e levar a reflexões.

B) Tragédia. Discussão dos problemas eternos do ser humano: o destino, as paixões, etc.

As encenações eram feitas ao ar livre, os atores usavam máscaras para demonstrar as emoções e representar tipos universais. Apenas homens atuavam. Contavam com coros, que cantavam e dançavam nos espetáculos.

Destaque para o teatro de Epidauro.

Destaques
A) Ésquilo.
- Os persas: baseada no fato histórico das Guerras Médicas, mostra o lado persa após a derrota para os gregos;

- Sete contra Tebas: tragédia que trata da expedição movida contra Eteocles, rei de Tebas, que deveria alternar o trono com seu irmão, Polinice;

- Prometeu acorrentado: narra a tragédia de Prometeu, que roubara o fogo dos deuses
 e o deu para os mortais. Foi punido sendo acorrentado no monte Cáucaso com uma ave dilacerando-o o fígado.


B) Sófocles.
- Édipo Rei: trata da temática do destino e como deste não pode escapar Édipo, que, previsto fora, mataria o pai e desposaria a mãe;

- Antígona: narra a tragédia da personagem-título ao tentar sepultar seu irmão, Polinice;

- Electra: trata da vingança arquitetada pela personagem-título contra os assassinos de seu pai, Agamenon.


C) Aristófanes. Considerado o maior comediógrafo daquele momento
- Lisístrata: narra a greve de sexo liderada pela personagem-título para forçar atenienses e espartanos a estabelecerem a paz (era o momento da guerra do Peloponeso)

- As Vespas: trata da importância da verdade, mostrando uma espécie de juiz que é enganado e só ao final descobre a enganação;

- As Nuvens: crítica o filósofo Sócrates, equiparando-o aos sofistas

- As rãs: mostra a disputa entre Eurípedes e Ésquilo pelo título de maior tragediógrafo do Mundo Inferior, assistida a disputa pelo deus Hades e por Dioniso.


D) Eurípedes.
- Medéia: a personagem-título mata os filhos que teve com Jasão após ter sido trocada pela filha do rei de Corinto;

- As Troianas: narra o que aconteceu com as prisioneiras troianas após o fim da guerra de Troia e a tentativa de reconciliação de Helena com Menelau;

- As Bacantes: narra a vingança do deus Dioniso contra a família de Sêmele, sua mãe, que havia sido morta por Zeus quando este apareceu em forma de raio (sua forma divina), que não acreditou que ela estivesse grávida e por não ter rendido culto a ele.


HISTÓRIA

A) Heródoto de Halicarnasso. Considerado o pai da História, registrou as Guerras Médicas; para ele, os acontecimentos históricos eram fruto da vontade dos deuses; descreveu os povos que conheceu em detalhes;

B) Tucídides. Escreveu a História da Guerra do Peloponeso; é considerado o pai da História objetiva pois defendia que eram os acontecimentos políticos e não a vontade dos deuses que decidiam o que os acontecimentos; defendeu que toda forma de poder tende a se expandir e gerar conflitos;

C) Xenofonte: é considerado menos importante que Heródoto e Tucídides; escreveu Anabase, tratando da campanha do rei Ciro, o jovem , contra o rei Artaxexes II, da Pérsia e também seu irmão.

POESIA
A) Homero. Ilíada e Odisséia;

B) Safo de Lesbos: foi considerada por Platão como a décima musa; destacou-se pelos seus poemas líricos; há polêmicas acerca de sua vida pessoal, principalmente sobre seu relacionamento com mulheres;

C) Píndaro: escreveu odes honrando atletas que participaram dos jogos olímpicos.

RELIGIÃO

- não tinha dogmas;

- os gregos pediam ajuda para situações cotidianas e não para a salvação da alma;

- politeísta antropomórfica;


- era organizada em cultos públicos, cultos familiares e jogos (estes, na cidade de Olímpia, daí o termo Olimpiada);


Pense FORA DA CAIXA.
Tenha HISTÓRIA NA CABEÇA.

domingo, 27 de outubro de 2013

ENEM 2013 - COMENTÁRIOS



 A prova de Ciências Humanas e suas tecnologias trouxe uma abordagem interdisciplinar interessante.

Das 45 questões, 19 poderiam ser resolvidas com conhecimentos de Sociologia, o que considero importante por valorizar mais as aulas dessa disciplina.

A citação de obras de pensadores clássicos, mais uma vez, levou @ estudante a se aproximar da Filosofia. Maquiavel (comemorando 500 anos de publicação d’O príncipe) esteve presente, Montesquieu, Kant, Descartes, Marx e, interessante surpresa, Bentham.

A questão 37 (rosa) merece destaque por abordar a questão da terra no Brasil a partir de duas visões de representantes de grupos que estão em lados distintos: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e os representantes do agronegócio. Mais uma vez o ENEM traz o elemento problematizador da realidade social, uma vez que, ao expor dois posicionamentos, leva @ estudante a superar as visões dicotômicas e muitas vezes equivocadas acerca da questão da terra no Brasil e se ater ao entendimento mais profundo, histórico, sociológico e mesmo filosófico da questão.

As questões abordaram temáticas contemporâneas, como movimentos sociais, especificamente os movimentos feminista e LGBTT - e sua relação com a cidadania. As questões de gênero também estiveram presentes, o que mostra um olhar sobre a situação social brasileira que corresponde ao objetivo do ENEM.

Algumas questões suscitaram maior atenção dx fera, como por exemplo a questão tratando da Morte na idade média e como a vida contemporânea se relaciona com o fim da vida.

O conteúdo acerca da história cultural dos povos africanos foi contemplado e uma questão merece ressalva positiva: a que aborda a memória acerca do continente. Nela foram usadas referências a  filmes que tem como ambiente África ou personagens oriundos desse continente. Essa questão reivindicava que @ estudante identificasse a representação equivocada que muitas produções veiculam como a de que não há modernidade ou sequer humanos, caso da produção Rei Leão. Ponto para o INEP.

Ainda em relação  a história cultural dos povos africanos e sua relação com o Brasil, a questão 42 (rosa), coloca no enunciado que o candomblé é de origem africana. O candomblé não é de origem africana, mas de matriz cultural africana: não existe candomblé em África. A diversidade cultural dos africanos trazidos para o Brasil e a necessidade de cultuar suas divindades levou ao que foi definido como sincretismo religioso e a criação dessa religião. Mas a questão trouxe a relação África – Brasil no âmbito cultural, o que é muito positivo.

O uso de imagens nas questões também esteve presente no ENEM 2013, com charges e reprodução de fotografias além de infográficos. Para a área de História, tivemos as questões (rosa) 19 e 33. A primeira tratando da aquisição do direito de voto pelas mulheres e como foi a recepção nos lares brasileiros e a segunda com as representações em pintura e fotografia dos ex-imperadores do Brasil, D. Pedro I e D. Pedro II, respectivamente.

A república brasileira marcou presença em várias questões, sendo uma que chama a atenção por, talvez, a possibilidade de gerar dificuldades por exigir a lembrança de datas específicas para resolvê-la: a número 28, acerca do bipartidarismo estabelecido pelo presidente Castelo Branco, após o golpe civil-militar.

A prova, de maneira geral, traçou um caminho entre o médio e o difícil. Requerendo d@s estudantes atenção para a leitura, a comparação de pontos de vista e a leitura e análise de imagens.

Agora é só esperar a divulgação do gabarito oficial e as provas da 2ª fase da UFPE e a prova da UPE.

PENSE FORA DA CAIXA.
Tenha HISTÓRIA NA CABEÇA.


terça-feira, 9 de julho de 2013

EDSON GOMES - O Clássico dos Protestos

CLÁSSICO!


sábado, 6 de julho de 2013

MARX, ELE TEVE O OLHO DE THUNDERA

A VISÃO ALÉM DO ALCANCE...


CALL MARX - 1

CALL MARX


HOBSBAWM IRÔNICO - 1

AGORA VAI


ALTHUSSER IRÔNICO - 1